Incidência da Leishmania

A Leishmania (exemplo típico de antropozoonose) é um parasita que infeta cães, seres humanos e outros animais, sendo responsável pela Leishmaniose. A L. infantum infantum é o principal parasita responsável pela propagação da doença em Portugal e é transmitida pelos mosquitos vetores Phlebotomus perniciosus e Phlebotomus ariasi.

Com este projecto pretendemos analisar a prevalência da Leishmaniose em cães na área do grande Porto (40 cães). Para tal serão utilizadas amostras de sangue periférico recolhidas em vários consultórios veterinários e canis do Porto.

A Leishmaniose não possui sintomas patognomónicos, mimetizando outras doenças como a tuberculose, a malária e a lepra pelo que, para ser diagnosticada, é necessário um teste para efectuar diagnóstico diferencial ((Santarém 2012) . Os testes mais comuns para esta detecção são a análise parasitológica em tecidos infetados, a análise imunológica de antigénios de parasitas ou de anticorpos anti-Leishmania e a deteção direta do DNA e RNA de parasitas em amostras de sangue, sendo os dois últimos os testes selecionados neste projeto. Como método imunológico serão realizados testes ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), que consistem num ensaio imunoenzimático baseado no princípio de interação entre um anticorpo e o respetivo antigénio, e o método do Western Blot, que neste caso é realizado utilizando proteínas de Leishmania capazes de serem detetadas com os anticorpos presentes nos soros contaminados com Leishmania. Será realizado, também, PCR, como técnica molecular de diagnóstico direto. Este permite detetar a presença de cadeias correspondentes à Leishmania, em sequências de DNA.

Apesar de existirem diversos estudos relacionados com a ocorrência de Leishmaniose na Europa e mesmo em Portugal, não existe nenhum que aborde especificamente a sua prevalência no Grande Porto. Este fator distintivo é de elevado interesse pois apesar de não se tratar de uma zona endémica, é prevista a existência de cães infectados, devido à circulação sazonal dos animais para zonas endémicas e às alterações climáticas que se têm manifestado. Assim é fundamental que seja feito este estudo para que no futuro seja feita uma prevenção adequada da doença.

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